sexta-feira, 24 de abril de 2009

Capítulo 4 - Promessas do passado

Dante estendeu sua espada em direção ao demônio, fechou os olhos e do nada se viu na casa onde morava quando era criança. Ele tinha 10 anos, Celina estava brincando no quintal e seus pais haviam saído. De repente o telefone toca e uma voz desconhecida anuncia a morte de seus pais. A cena muda e Dante se vê no orfanato com Celina 5 anos após a morte de seus pais. Dante havia perguntado a Celina se ela realmente queria ficar no orfanato. Celina responde chorando:
-Não, quero ir embora, eu quero sair daqui e ir pra qualquer lugar. Mas pra onde?
-Eu darei um jeito, não se preocupe. Eu te prometo que nunca a deixarei sozinha – disse Dante.
Dante abriu seus olhos e estava lá apontando a espada para o demônio. Então ele disse:
-Você diz que o único motivo é desafiar a morte, mas meu motivo é outro – diz Dante com os olhos vermelhos brilhando, escorrendo lágrimas de sangue – meu motivo eu conservarei, eu fiz uma promessa, disse que ia protegê-la. Meu motivo é minha promessa. E promessas são a prova de falhas – disse correndo em direção ao demônio para atacá-lo.

A velocidade de Dante estava inexplicavelmente alta, não dava tempo para fugir de seus ataques. Sua força havia aumentado como se algo que estava escondido dentro dele estivesse conseguido um meio de se expor. O demônio não conseguia prever seus movimentos.
-Você não sabe por que não consegue ver meus movimentos? –disse Dante.
-Como você sabe? – responde o Demônio.
Dante com um sorriso sombrio no rosto diz:
-Eu li sua mente.

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