Dante perde o controle e pula com a mão em direção ao pescoço do demônio no qual desvia rapidamente e o empurra. Os dois empunham suas espadas e começam a lutar. Dante parecia ser consumido por uma sombra de ódio que o corroia pouco a pouco até sua total obsessão acabar contornando seu coração.
-Vou fazer você se arrepender de seus atos, mas antes vamos para um lugar menos movimentado!
Todos do colégio estavam vendo aquela cena no terraço do colégio, então Dante pegou Arch pelo pescoço, pula do terraço do colégio até a rua indo em direção a um lugar menos movimentado quando o corpo de Arch começa a se contorcer e as sombras de seus olhos começam a sumir.
Dante leva o corpo de seu filho para casa e o acorrenta para que não possa escapar ou atacar alguém. “Será que Arch não percebeu que tinha algo de estranho nele? Que o força a fazer coisas que ele não tinha vontade de fazer? Será que ele sabe que matou a própria mãe?”, pensou Dante.
Sem saber o que fazer, Dante liga para um padre sem explicar a situação e lhe pede para ir a sua casa com urgência.
A campainha toca e Dante vai rapidamente até a porta na esperança de que seja o padre. Realmente era ele que mal entrou perguntou a situação ocorrida para tanta urgência. Dante havia explicado a situação para o padre que não acreditou na história.
-Você é um padre, como não acredita nessas coisas? – pergunta Dante.
- Padres não são obrigados à acreditar. Isso é apenas nosso trabalho, uma escolha que fiz é não acreditar no meu trabalho. Aliás, nós padres não sabemos fazer exorcismos, pois isso é obra da arte mágica na qual não pretendo fazer parte.
Dante se surpreendeu co as palavras do padre. Como eles podem conseguir seguir um caminho no qual não acreditam? Nos pensamentos de Dante os padres fizeram sua própria versão na história passada para obstruir a sombra da estrutura real.
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